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NSK vai nacionalizar linha para indústria importada do Japão.
Objetivo é exportar metade da produção para países da América Latina e da
América do Norte

NSK vai nacionalizar linha para indústria importada do Japão
Natalia Gómez De São Paulo


Oswaldo Almeida Filho, da
NSK: "Crescimento da
indústria asiática
sobrecarregou fábrica
japonesa da companhia"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fabricante de rolamentos NSK está investindo R$ 10 milhões para nacionalizar sua produção de rolamentos para indústria pesada, que hoje é importada da matriz japonesa da companhia. Um fator decisivo para a mudança foi o aquecimento da indústria asiática, que sobrecarregou a fábrica no Japão com pedidos locais. Agora, as importações ficarão restritas a produtos de uso e tamanho específicos, segundo o gerente de vendas da NSK, Oswaldo Almeida Filho.


A nova linha da NSK, que já está em fase de testes na fábrica da empresa em Suzano (SP), vai começar a produzir rolamentos de grande porte em fevereiro de 2006. Este tipo de produto, com 180 milímetros de diâmetro, é voltado para máquinas utilizadas na indústria pesada. Até o momento, a NSK fabrica no Brasil apenas rolamentos menores, de até 110 milímetros, usados em segmentos mais leves da indústria e no setor automotivo.


Com a ampliação, a empresa pretende crescer nos segmentos de papel e celulose, petroquímica, siderurgia e mineração. "Nestes mercados vemos mais perspectivas de crescimento", diz Almeida.


O executivo afirma que contratos fechados com a Klabin Celulose e Papel e grupo Votorantim este ano foram os principais responsáveis pelo crescimento de 20% no setor de reposição da NSK alcançado ano passado. A unidade da companhia fabrica 4 milhões de peças por mês, sendo que 30% do volume é voltado para o setor automotivo.


Os planos de ampliação da fábrica da NSK incluem a exportação de metade dos novos produtos para países da América Latina e América do Norte. As vendas externas deverão passar de 5% para 15% em três anos. Com isso, a NSK pretende compensar a demanda restrita do mercado interno, que até agora tem desestimulado os fabricantes de rolamentos a investirem no setor industrial e incentivado sua atuação no segmento automotivo.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Valor Econômico
Data: 02/01/2006
Rolamentos autocompensadores de rolo.
Um programa de relacionamento da NSK com seus distribuidores.
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