
Aldo Luiz Ferreira NSK Brasil
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A japonesa Daido, que produz correntes para motos, vai investir US$ 15 milhões até janeiro de 2007 na construção de uma nova fábrica, em Taubaté (SP), ao lado de sua unidade atual. Com a duplicação da capacidade produtiva, a companhia ampliará a oferta para montadoras e iniciará exportações para a América do Norte. Ela pretende enviar correntes para motos maiores, que já produz no Brasil.
Com isso, as exportações devem passar de 2% para 20% dos negócios da companhia, puxadas principalmente pelo mercado americano, que cresce mais lentamente, mas de forma regular. A Daido estima que em dois anos a nova fábrica opere a plena capacidade. A etapa seguinte, segundo o gerente de vendas Milton Digílio, é iniciar a produção de uma linha de produtos ligados às correntes, como coroas e peões para motos, além de peças para automóveis.
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A Metagal acaba de concluir investimento em Manaus (AM) para elevar a produção de 2 milhões para 3 milhões de retrovisores para motocicletas ao ano e a empresa tem planos agora de chegar a 4 milhões de unidades anuais até 2008. O investimento, cujo valor não foi revelado pela empresa, está quase que exclusivamente voltado para atender a Honda, dona de mais de 80% do mercado e que tem fábrica em Manaus.
Entre as cinco maiores fabricantes de retrovisores do mundo, a Metagal, uma empresa com capital 100% nacional, começou a atender a indústria de motocicletas na década de 70, com a chegada Honda no Brasil. O fornecimento era feito a partir da unidade de Diadema (SP). Mas o crescimento da Honda e a instalação de novas fábricas de motos em Manaus levaram a empresa a instalar uma unidade próxima ao cliente.
"Os fornecedores estão ampliando as capacidades de produção para poder atender ao crescimento dos pedidos", afirma o vice-presidente da Honda, Kazuo Nozawa. A japonesa está na fase de obras para ampliar a fábrica.
A fabricante de rolamentos NSK, que vende grande parte de sua produção para montadoras, pretende ampliar sua participação no mercado de reposição nos próximos três anos, passando de 5% para 15% do mercado. Para isso, ela equipou sua fábrica em Suzano (SP) para produzir 4 milhões de peças por mês, um aumento de 20% na capacidade.
Segundo o chefe de vendas, Aldo Luiz Ferreira, o mercado de reposição é promissor porque a frota nacional, de mais de 5,4 milhões de unidades, deverá crescer mais 10% este ano.
O transporte público deficitário e o financiamento oferecido pelo varejo, que permite ao consumidor pagar menos de R$ 100 por mês por uma moto, são os principais motivos para a alta das vendas. "Na região Nordeste as pessoas estão trocando os jegues por motos", diz Ferreira. O setor automotivo é responsável por 30% das vendas da NSK, sendo que deste montante 22% são para o segmento de duas rodas.
As mesmas expectativas em relação ao mercado interno estão alavancando os projetos da Pirelli Pneus. A companhia vai investir em maquinário para aumentar a produção da fábrica de pneus para motos em Gravataí (SP). "Estamos investindo todos os anos para atender o setor de motos", diz Carlos Gaitan, gerente de marketing da unidade de motos para América Latina.
Ele diz que a tendência de crescimento também está acontecendo na América Latina, para onde a empresa exporta parte da produção. "Há alguns anos a moto era usada para atividades de lazer, mas hoje sua utilização como instrumento de trabalho é mais forte", explica.
Faz cerca de 15 anos que a TDM, empresa alemã que fabrica as pastilhas de freios Cobreq para todos os tipos de veículos, começou a fornecer para o setor de duas rodas. "Desde então, esse mercado só tem crescido", afirma o diretor comercial, Geraldo Luiz Fascina. Segundo ele, a empresa espera repetir neste ano o crescimento de 10% no fornecimento das peças para motos, o mesmo registrado no ano passado.
O faturamento da indústria de motopeças cresce ao ritmo do avanço da indústria dos veículos de duas rodas. A receita do setor somou R$ 4,2 bilhões em 2004, R$ 2,5 bilhões em 2005 e para este ano a previsão é chegar a R$ 4,7 bilhões segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças, Valdenir dos Santos Galvão. Essa receita abrange tanto o fornecimento para a indústria como também o mercado de reposição.
Fonte: Valor Econômico
Data: 05/05/2006 |